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14/08/2018

Busca por condomínios fechados cresce na contramão da oferta em Curitiba

Busca por segurança e privacidade pelas famílias estimula o setor, mas unidades disponíveis para venda estão cada vez mais raras na capital

“Queridinhos” dos curitibanos, os condomínios horizontais contam com uma clientela cativa, que tem movimentado o segmento mesmo nestes tempos de economia difícil.

No último ano, a venda de casas e sobrados usados em condomínios fechados cresceu 9% em Curitiba, tendo o mês de junho como referência. Neste período, a soma das negociações realizadas passou de 56 para 61 no comparativo entre os iguais meses de 2015 e de 2016, segundo estimativa do Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), ligado ao Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

“O curitibano gostou desta forma de morar. O condomínio fechado oferece o conforto de uma casa com a segurança e o bem-estar dos apartamentos”, justifica Maurício Ribas Moritz, presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR. Segundo ele, tais características fazem com que as famílias, em especial as com crianças menores, tenham preferência por este tipo de imóvel.

O gerente de vendas da JBA Imóveis, Marcos Roberto de Witte, concorda e aponta o menor valor da taxa de condomínio, comparado à geralmente paga nos empreendimentos verticais, como outro atrativo dos conjuntos horizontais.

Padrão

Oferecendo unidades que atendem diferentes padrões de imóveis e de público, é no segmento de alto padrão que o mercado de condomínios tem registrado seus melhores resultados.

Para Witte, isso se deve ao fato de as pessoas que vão investir cifras milionárias na aquisição do imóvel preferirem as unidades “fechadas” em relação às que fazem frente para a rua, visando a segurança da família.

“As unidades com preços até R$ 180 mil e R$ 200 mil também têm demanda”, acrescenta Aramis Follador, gerente da Arcade Empreendimentos Imobiliários, especializada na construção de condomínios.

Tal fato, inclusive, está fazendo a empresa mudar o seu posicionamento e direcionar sua atuação para a construção de condomínios de casas dentro desta faixa de valor, ao contrário dos conjuntos de sobrados com preços acima de R$ 420 mil com os quais trabalhava até então. “Acredito que o imóvel de menor valor seja mais fácil de vender e tenha uma rentabilidade maior”, pontua Follador

Ao contrário das vendas, a oferta de unidades em condomínios horizontais apresentou queda na capital. No segmento de usados, a retração foi de 7%, com número de casas e sobrados disponíveis passando de 1,9 mil para 1,8 mil entre junho de 2015 e o mesmo mês de 2016.

Em relação às casas novas, 950 unidades estavam à venda no primeiro trimestre de 2016, 22% a menos do que a oferta registrada no mesmo período de 2015. Os dados são da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR).

A dificuldade e o aumento do custo para a obtenção do crédito imobiliário por parte dos compradores estão entre os fatores que tiveram reflexos sobre a oferta de novos lançamentos, como explica Moritz. Tal fato fez com que as empresas optassem por vender seus estoques prontos antes de investir em novos empreendimentos.

Witte acrescenta que o aumento do preço dos terrenos é outro ponto que interfere na decisão pela incorporação e, consequentemente, na retração da oferta de novas unidades.

Acompanhando o movimento das vendas, o preço médio dos imóveis em condomínios fechados também apresentou alta na capital. O reajuste mais expressivo ficou para o segmento de usados, que apresentou correções de 4,1% e 4,6% no valor do m² total das casas e sobrados, respectivamente, de acordo com o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR).

No segmento de novos, o valor pedido pelo m² privativo das casas em condomínio era de R$ 3,9 mil no primeiro trimestre de 2016, 2% acima do registrado no mesmo período de 2015, segundo a Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Paraná (Ademi-PR).

“Em um mercado de forte retração, como é o atual, não é qualquer setor que consegue estes índices”, avalia Maurício Ribas Moritz, presidente do Inpespar e vice-presidente de Economia e Estatística do Secovi-PR.

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