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08/11/2018

Como a comunicação não-violenta pode ajudar na vida em condomínio

Uso da empatia ajuda na resolução de problemas enfrentados na vida em conjunto.

Vivendo em conjunto, as discordâncias são inevitáveis. As pessoas pensam diferente, têm histórias e contextos específicos. E não há outra forma de resolver conflitos se não por meio da conversa, respeitando o outro e sua visão. Essa é uma das propostas da comunicação não-violenta (CNV), que pode ajudar a encontrar harmonia na vida em condomínio.

Criado pelo psicólogo americano Marshall Rosenberg, a CNV é um processo que propõe o uso da empatia na comunicação diária, evitando conflitos e amenizando o uso de atos violentos. Segundo o estudioso, 90% do sofrimento ocorre por causa de interpretações pessoais. Nos condomínios, a comunicação não-violenta pode ser utilizada por síndico , moradores e funcionários, mudando o foco dos erros para as necessidades das partes envolvidas. Desapegadas das emoções, as pessoas conseguem se comunicar melhor e resolver empecilhos evitando atritos e estresse.

A capacidade de comunicar-se é poderosa, mede o bem-estar da gestão condominial e pode ser determinante na forma como uma situação se desenrola. O tom de voz, as expressões faciais e corporais e as palavras escolhidas determinam a recepção e reação da outra pessoa ao que está sendo dito. A linguagem tem a força de aumentar ou diminuir a disposição do outro a cooperar para a resolução de um problema.

A comunicação não-violenta é utilizada tanto no dia a dia do condomínio, na resolução de um vazamento com origem em outro apartamento , por exemplo, quanto em assembleias para a solução de problemas mais complexos, como a necessidade de gastos além do planejado. Também pode ser aplicada em conversas de corredor e nas circulares, comunicados e mensagens em aplicativos e redes sociais.

Na CNV, abre-se mão de opiniões e julgamentos pessoais, priorizando necessidades sobre sentimentos. A postura diante de discordâncias e críticas deve ser de aceitação e de real intenção de refletir sobre o que é falado. Deve-se ser honesto, considerando o lado do interlocutor e escolhendo as palavras corretas para que a informação emitida seja compreendida e recebida da melhor forma.

Quatro passos devem ser seguidos na comunicação não-violenta:
Observação: analisar a situação de acordo com os fatos (o que pode ser visto e ouvido), não envolvendo sentimentos e interpretações pessoais;
Analisar sentimentos: entender a reação emocional em relação aos fatos, ou seja, quais os sentimentos das pessoas envolvidas perante determinada situação;
Necessidade: o que é importante para as pessoas envolvidas, seus valores, exercitando a empatia;
Pedido/estratégia: o que pode ser feito para suprir a necessidade apresentada, tendo como base as soluções possíveis e o desejo das pessoas envolvidas. Os pedidos devem ser claros, concisos e positivos.

Com o uso da comunicação não-violenta, a vida em conjunto torna-se menos desgastante e possibilita a criação de relações interpessoais mais saudáveis, melhorando a convivência e a qualidade de vida.

Fonte: Terra

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