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08/06/2018

Consumo em Londrina cai mais de 8% neste ano

Pesquisa IPC Maps mostra ainda que o londrinense é um dos que menos consomem no Estado
O consumo total das famílias londrinenses até o final do ano será de R$ 13,8 bilhões, 8,5% menos que os R$ 15,1 bilhões do ano passado, revela a edição 2018 do IPC Maps, estudo publicado anualmente pela IPC Marketing Editora. Entre as dez primeiras cidades do ranking estadual, além de Londrina, só Maringá teve retração neste ano. Mas lá a queda é menor, de 1,15%.

Na média nacional, a massa de consumo deve crescer 3% e, na estadual, o crescimento é de 1,5%.

Pela primeira vez desde 2015, segundo o estudo, a participação das cidades do interior – em todo o País - caiu. Ela era de 55% em 2017 e passa a 54% neste ano.

Como as demais capitais, Curitiba vai experimentar um crescimento de consumo de 5,1%, assim como outras outras cidades da Região Metropolitana (RMC): São José dos Pinhais (6%) e Colombo (14%).

Com exceção de Cascavel (6%) e Apucarana (8,7%), as cidades do interior, entre as dez maiores, perdem participação na massa de consumo paranaense: Londrina (-13%), Maringá (-6%), Ponta Grossa (-0,5%), Foz do Iguaçu (-3%) e Toledo (-1,9%).

PER CAPITA

A nova edição do estudo mostra a massa de consumo de Londrina muito próxima à de Maringá (R$ 13,5 bi), cidade que tem uma população 27% menor. O consumo por pessoa em 2018 em Londrina é o segundo menor entre as dez principais cidades: R$ 24.821. No final do ranking, está Foz do Iguaçu, com consumo per capita de R$ 23.663. Já Maringá tem o maior consumo por habitante: R$ 33.404; e Curitiba, o segunda: R$ 33.084.

De acordo com Marcos Pazzini, responsável pela pesquisa, uma das razões da queda do consumo londrinense é a diminuição em 9% da classe B na cidade. "Mas não é esse o principal motivo. É que apenas as classes A e D/E tiveram aumento do potencial de consumo. A classe A aumentou em 5,2%, enquanto as classes D/E aumentaram 3".

Por outro lado, segundo ele, as classes B e C tiveram perdas importantes de potencial de consumo: de 14,5% e 9,8%, respectivamente.

Hoje, a classe B representa 26,9% dos 197.716 domicílios urbanos de Londrina. A maior parte dos domicílios (52%) são da classe C e 17,4% da D/E. A classe A tem apenas 3,6% dos domicílios.

Apesar do resultado deste ano, o interior vai voltar a ganhar participação na massa do consumo "Essa é uma tendência", diz Pazzini. Isso porque os municípios menores estão investindo em industrialização e dando incentivos à instalação de novas empresas.

OUTRAS PESQUISAS

O presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Cláudio Tedeschi, afirma que as pesquisas feitas pela entidade antes e depois das datas comemorativas não apontam redução significativa no consumo. Pelo contrário, mostram crescimento, ainda que discreto. Para ele, é complicado fazer projeções como o IPC Maps num cenário tão volátil da economia. "Você vê a Bolsa de Valores, que começou maio perto dos 86 mil pontos e terminou o mês próximo de 75 mil pontos. Olha a oscilação do dólar. Acho complicado fazer qualquer estimativa de médio prazo."

O presidente do Sincoval (Sindicato do Comércio Varejista de Londrina), Ovhanes Gava, também afirma que as pesquisas do sindicato mostram crescimento das vendas em datas comemorativas. "Fora dessas datas, não vejo aumento significativo", admite. No Dia das Mães neste ano, o comércio londrinense vendeu 10% mais que no do ano passado, diz ele.

O presidente diz ainda que a falta de industrialização tem prejudicado a economia de Londrina.

METODOLOGIA

De acordo com Marcos Pazzini, o IPC Maps é feito a partir do cruzamento de dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e da Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa). "Usamos uma metodologia própria já consagrada e respeitada no mercado desde 1994, quando fizemos o primeiro estudo."

MANUTENÇÃO DO LAR

O IPC Maps também divide a massa de consumo por despesas e classes sociais. É possível saber por exemplo que um quarto do consumo em Londrina(R$ 3,4 bilhões) será em produtos e serviços de manutenção do lar. A alimentação no domicílio leva 10,7% da massa de consumo, algo em torno de R$ 1,4 bilhão e os materiais de construção, 7,5% (R$ 1 bilhão).

Até o final do ano, os londrinenses terão gastado R$ 755 milhões com seus veículos e R$ 553 milhões em alimentação fora do domicílio, o que representa respectivamente 5,5% e 4% da massa. Na sequência, vêm os medicamentos e vestuário, com os quais serão gastos R$ 482 milhões (3,5%) e R$ 433 milhões (3,1%).

Quando separada por classe social, a pesquisa mostra que enquanto a classe A gasta 20% em manutenção do lar, a D/E compromete 31,9% do seu consumo neste item. Já a alimentação no domicílio pesa apenas 5,7% entre os mais ricos e 17,6% entre os mais pobres. Outras despesas representam 30% dos gastos da classe A e apenas 11% dos da D/E.

POPULAÇÃO EMPOBRECEU

Para o consultor Marcos Rambalducci, os dados do IPC MAPS 2018 mostram que, enquanto o Paraná aumentou sua participação em 1,5% em seu potencial de consumo, a cidade de Londrina reduziu sua participação em 13,9% com relação ao IPC MAP 2017. Antes a cidade ficava com 0,36% do consumo brasileiro, o que a posicionava no 36º lugar em relação a todos os municípios do País. Agora sua posição caiu para a 41º posição, ficando com 0,31% do consumo total.

"Tal situação pode ser explicada pelo empobrecimento de nossa população em função da dependência que tem a economia londrinense da área de comércio e serviços. Estes dois setores têm papel importante, pois fazem circular o dinheiro na economia, mas são ruins em trazer dinheiro novo. Quem traz dinheiro novo é a indústria pois, pela sua capacidade de atingir outros mercados, não fica refém da situação local", explica.

Ele compara o desempenho de Londrina com duas cidades vizinhas, Arapongas e Rolândia, que têm na composição de seu PIB uma maior participação da indústria. "Vemos que ambas aumentaram sua participação no consumo, respectivamente em 22,8% e 15,6%, segundo os dados do IPC Maps. Quando olhamos os números de emprego e desemprego do Caged, observamos que nos últimos 12 meses Rolândia criou 828 postos com carteira assinada e Arapongas 624, enquanto Londrina, no mesmo período, perdeu 1.962 empregos formais", completa.

Fonte: Folha de Londrina

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