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19/11/2018

Crédito imobiliário cresce e atinge R$ 472 milhões em MS

Setor comemora aquecimento nas vendas de imóveis e faz projeções de aumento para o próximo ano.

O volume de financiamentos imobiliários concedidos em Mato Grosso do Sul teve crescimento de 16% de janeiro a setembro deste ano e fechou em R$ 472,6 milhões, conforme dados mais recentes do Banco Central. O montante representa quase R$ 65 milhões a mais em relação ao mesmo período do ano anterior (R$ 407,7 milhões). 

Os números reforçam tendência de reação do mercado já observada pelo setor imobiliário. Na avaliação da presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Sindimóveis/MS), Marta Recalde Lino, “as vendas estão aquecidas”. Fatores como a queda da moeda norte-americana contribuem para a retomada do setor, que já esteve muito em baixa, pontuou a dirigente da instituição. 

“Agora chegou o momento de um crescimento e ele também está ligado à política econômica que o País vive. O dólar já começou a abaixar e isso só se reverte em coisas boas para o mercado financeiro e econômico”, avalia. Ainda segundo a presidente do Sindimóveis/MS, a projeção é de crescimento de 20% nas vendas para 2019, em todos os segmentos.

A tendência de crescimento no ritmo de financiamentos também é confirmada pelas principais instituições detentoras das carteiras de crédito do Estado. “Não temos ainda um balanço [sobre financiamentos deste ano]. A habitação de mercado e habitação de financiamento foram maiores. Tivemos um crescimento na ordem de 10% a 15%, pelas nossas projeções. As pessoas procuraram mais a Caixa e fizeram mais financiamentos”, afirmou o superintendente da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso do Sul, Evandro Narciso Lima.

As declarações do representante da Caixa foram concedidas ao Correio do Estado na última semana, durante agenda do governo estadual na área da habitação, na qual o governador Reinaldo Azambuja mencionou dados estaduais do setor — entre 2010 e 2014, foram financiadas 1,6 milhão de casas e de 2015 a 2018 esse contingente caiu para 130 mil casas no Minha Casa, Minha Vida. 

De acordo com o superintendente do banco, ao longo do período apresentado pelo governador ocorreu “uma redução de contratos novos no programa Minha Casa, Minha Vida recursos FAR (Fundo de Arrendamento Residencial), que é o recurso mais subsidiado, que é esse que a população paga, em média, 5% do valor do imóvel que ele recebe”. “Esse nós tivemos uma redução da contratação, porém a liberação para as construções daqueles empreendimentos que já estavam assinados veio normalmente. O movimento e geração de recursos continuou existindo”, pontuou.

Para o ano que vem, segundo Evandro Lima, ainda não há dotação orçamentária definida. “Nós vamos entrar em um governo novo, com certeza o projeto de uma forma geral deve ter alguma avaliação. Mas (para) os outros recursos, do FGTS e Minha Casa, Minha Vida, continua normal, já tem orçamento para o ano que vem”, concluiu.

Emprego

A expectativa também é positiva para a recuperação de empregos no mercado da construção civil, que neste ano acumula saldo positivo de 593 vagas de emprego, de acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. Já quando considerados os resultados mensais, o setor apresentou pelo segundo mês seguido saldo positivo. Foram 18 postos de trabalho em setembro e 32 em agosto. Nesses nove meses de 2018, houve saldo negativo de empregos na construção civil nos meses de abril (-66), junho (-76) e julho (-56).

Somente na Capital sul-mato-grossense, segundo estimativa do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção e do Mobiliário de Campo Grande/MS (Sintracom), há 15 mil trabalhadores ativos no mercado, principalmente nas obras de incorporadoras. Quando o setor estava em alta, entre 2013 a 2015, dispunha de um contingente de 20 a 25 mil trabalhadores empregados no mercado, sendo cinco mil deles na informalidade. 

“Cada canteiro tem uma média de 150 a 200 trabalhadores. Mas o pequeno (construtor) também é muito importante, porque são nas obras do Minha Casa, Minha Vida que há uma movimentação, em decorrência também da regularização dos trabalhadores. Cada obra emprega de cinco a sete trabalhadores, em média”, informou José Abelha Neto, presidente do sindicato laboral.

Ainda segundo o dirigente do Sintracom, o setor “tem visto uma luz no fim do túnel”, em função da abertura de novos canteiros de obras no município. “Temos feito fiscalização e visita a obras e estamos vendo nascer vários canteiros de obras, não de obras do governo, mas de particulares, inclusive de empresas de fora do Estado. A perspectiva está melhorando e a gente espera que o próximo presidente invista na construção civil, faça a expansão do financiamento, do (limite) do imóvel usado novamente e juros com patamares mais baixos, para que as pessoas com renda mais baixa possam ter moradia também”, afirmou.

Ele destacou ainda que durante a época de desemprego,  há um aumento de utilização da mão de obra da informalidade, em pequenas reformas, pequenas construções. “Agora no fim do ano sabemos que há uma paralisação, inclusive por causa das eleições. A gente acredita que as retomadas começam realmente a partir de janeiro”, completou.

Indefinição

Por outro lado, aponta o presidente da Câmara de Valores Imobiliários do Estado (CVI), Dilson Tadeu Auerswald, os imóveis atingiram patamar muito alto e agora estão retornando aos níveis normais. “A média estava aproximadamente entre 20% a 30% além do mercado. Não eram corretores que estavam avaliando e sim os proprietários (colocando o preço)”, pontuou.

Por esse motivo, prossegue, estão saindo negócios, ainda que em volume menor que o desejável. “Depois do primeiro turno (das eleições), a procura começou a melhorar, mas no fechamento de negócios, o nível ainda está bem abaixo, se comparar com cinco anos atrás. O mercado já esteve bem melhor. Estamos observando também que há muitos imóveis com mais de um ano para venda. Na maioria (das operações), até 90% do mercado, é financiado. O governo reduziu o valor do financiamento, existe a procura por negócios, mas não se tem a capacidade financeira”, explicou.

Ainda de acordo com o presidente da CVI, o mercado imobiliário está nessa condição por causa de uma interrogação: quem será o presidente da República. “A sociedade está esperando para investir. Muita gente está insegura, na indecisão e aguardando para fazer projetos”, concluiu.

Fonte: Correio do Estado

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