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15/05/2018

Evento quer ampliar acesso à educação financeira no País

Semana Nacional de Educação Financeira (Enef), organizada pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef) - composto por representantes de órgãos como Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

Começou nesta segunda-feira, 14, e vai até o próximo sábado a quinta edição da Semana Nacional de Educação Financeira (Enef), organizada pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (Conef) – composto por representantes de órgãos como Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Com diversas palestras e atividades pelo País, o objetivo do evento, com participação do Estado, é aumentar a conscientização sobre a educação financeira – de como preparar um orçamento familiar a como se planejar para a aposentadoria.

De segunda, 14 a sexta-feira, 19, às 16 horas, a equipe do portal de Economia & Negócios do Estadão e especialistas da Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros – farão entrevistas ao vivo no Facebook abordando temas como planejamento financeiro, orçamento, investimentos e previdência. Os leitores terão suas perguntas respondidas pelos planejadores.

“O brasileiro tem muita dificuldade de tomar para si a responsabilidade de suas decisões financeiras”, diz Lavínia Martins, diretora da Planejar. “Ele deixa para poupar o que sobra no fim do mês – e nunca sobra; acumula dívidas em vários instrumentos de crédito sem entender ao certo como funcionam. O resultado é o alto endividamento: 60% da população, sendo um terço inadimplente.”

Ela menciona um estudo da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que mede a habilidade de estudantes de 15 anos de lidar com questões financeiras. De um total de 15 países, o Brasil ficou na lanterna – mais da metade (53%) dos adolescentes ficaram abaixo do nível de conhecimentos financeiros mínimos avaliados.

“Tudo isso começa da base – por isso a importância de termos aprovado a inclusão do conteúdo de educação financeira na base curricular”, observa Lavínia. A medida passou a vigorar em janeiro deste ano.

Outro tema em voga é a aposentadoria – assunto que voltou aos holofotes com as tramitações da reforma da Previdência. “Uma das principais demandas é a preparação para a aposentadoria” observa Fábio Coelho, presidente do Conef. “As pessoas estão começando a se preocupar mais com a acumulação de poupança de longo prazo e buscando mais informações sobre serviços financeiros.”

A trajetória de queda de juros – que despencou de 14,25% para 6,5% ao ano – também motivou essa busca por novos produtos financeiros. “Houve um amadurecimento do investidores que estavam no mercado há mais tempo e também uma nova leva de investidores de ‘primeira viagem'”, observa José Alexandre Vasco, superintendente de proteção e orientação aos investidores da CVM.

Fonte: Diário Indústria & Comércio

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