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04/08/2017

Expectativa é de quedas adicionais dos juros 'à frente', diz presidente do BC

Ilan Goldfajn participou de evento nesta quinta (3) no banco Goldman Sachs, em São Paulo. A fala do presidente do BC foi divulgada pela assessoria de imprensa.

O presidente do Banco Central, Ilan Golfajn, afirmou nesta quinta-feira (3), ao participar de um evento do banco Goldman Sachs, em São Paulo, que a expectativa é de quedas adicionais dos juros "à frente".

Atualmente, a taxa Selic, fixada pelo Banco Central com base no sistema de metas de inflação, está em 9,25% ao ano e registrou sete quedas seguidas.

Recentemente, por meio da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC sinalizou que deve manter o ritmo de corte de um ponto percentual em sua próxima reunião, o que reduziria a taxa básica da economia para 8,25% ao ano no começo de setembro.

Para isso, porém, informou que o ritmo de redução dependerá da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação.

Nesta quinta-feira, em São Paulo, Goldfajn afirmou que a convergência da inflação para a meta de 4,5% "no horizonte relevante para a condução da política monetária" (cerca de dois anos) é "compatível com o processo de flexibilização monetária", ou seja, com a redução da taxa básica de juros.

"A manutenção desse ritmo de queda da taxa de juros [de 1 ponto percentual, adotado na última reunião do Copom], na próxima reunião do Copom, dependerá da permanência das condições descritas no cenário básico e de estimativas da extensão do ciclo", acrescentou o presidente do BC.

O discurso do presidente do BC foi divulgado pela assessoria de imprensa.

Inflação

Mesmo com o reajuste dos combustíveis e com o impacto da bandeira tarifária nos preços, o Banco Central estimou que o IPCA – a inflação oficial do país – deverá ficar em cerca de 3,6% em 2017 e em 4,3% em 2018.

Esse cenário embute que os juros básicos da economia recuem para 8% ao ano no fechamento de 2017, e assim permaneçam até o fim do ano que vem.

A definição da taxa de juros pela autoridade monetária tem como foco o cumprimento da meta de inflação, que é fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A meta central é de 4,5% para 2017 e 2018, podendo a inflação oscilar entre 3% e 6% nestes anos sem que o objetivo seja formalmente descumprido.

Normalmente, quando a inflação está em alta, o BC eleva a Selic na expectativa de que o encarecimento do crédito freie o consumo e, com isso, a inflação caia. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o Banco Central reduz os juros. É o que está acontecendo agora.

Em razão do fraco nível de atividade, a inflação está bem comportada. No primeiro semestre deste ano, segundo o IBGE, a inflação oficial (IPCA) ficou em 1,18%. Para 2017, o mercado financeiro prevê que a inflação deve ficar em 3,33%, abaixo da meta de 4,5%.

Crescimento da economia

Ilan Goldfajn também avaliou em São Paulo que, após dois anos de recessão, dados recentes confirmam o cenário de estabilização da economia. "E há perspectivas de retomada gradual da atividade econômica", acrescentou.

Segundo ele, as vidências sobre a recuperação e o seu ritmo "poderão ficar mais claras ao longo dos próximos meses".

"Nos últimos tempos, o aumento de incerteza percebida pelos agentes econômicos impactou negativamente os índices de confiança. Entretanto, a informação disponível sugere que o impacto da queda de confiança na atividade tem sido, até o momento, limitado, permanecendo compatível com o cenário básico do BCB, que é a estabilização e a recuperação gradual da economia brasileira", concluiu Goldfajn.

Taxa do BNDES

O presidente do Banco Central também defendeu a Taxa de Longo Prazo (TLP), que substuirá a Taxa de Juros de Longo Prazo (TLJP), que é subsidiada, nos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social.

Ele afirmou que, olhando para o passado, não deveria parecer estranho que a TLP oscile em torno da Selic, dado que a Selic é próxima ou um pouco abaixo do custo de oportunidade do Tesouro. Mas sublinhou que o "olhar para o passado é enganoso".

"É importante destacar, olhando para o futuro, que a melhor dinâmica fiscal com subsídios menores e mais previsíveis diminuirá o risco Brasil associado às taxas de juros no Brasil", disse Ilan, conforme apresentação divulgada no site do BC.

"Além disso, a maior potência da política monetária fará a economia mais estável. Em particular, a inflação e a taxa de juros básica serão menos voláteis, reduzindo risco dos juros advindos da incerteza econômica", acrescentou.

Ilan também defendeu que a TLP ajudará a proteger os recursos do trabalhador no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT).

"O FAT tem apresentado déficit da ordem de R$ 18 bilhões por ano, sendo que a TLP garantirá maior rentabilidade aos recursos do fundo, lhe aportando cerca de R$ 15 bilhões por ano", disse.

Pela proposta original do governo, a TLP seria composta pela variação da inflação medida pelo IPCA e por taxa de juros real prefixada de acordo com o equivalente ao rendimento real das Notas do Tesouro Nacional–Série B (NTN-B).

A ideia é que em 1º de janeiro do ano que vem, a TLP seja igualada à TJLP vigente e, a partir daí, a nova taxa siga sua sistemática própria, para em cinco anos convergir gradualmente para remuneração integral da NTN-B.

Fonte: G1|Globo.com

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