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27/04/2020

Gasto não essencial deve ser cortado para equilibrar contas

CONDOMÍNIO

A pandemia do novo coronavírus trouxe diversas incertezas econômicas para o país. O risco de inadimplência pode afetar até os condomínios, já que muitos estão com queda na renda. Assim, os síndicos devem avaliar os gastos e economizar onde for possível. Segundo Marco Gubeissi, diretor de Administradoras do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), os prédios não têm muita margem para cortar custos. Para ele, o mês de maio é o mais preocupante em relação às dívidas, já que sucede um mês inteiro de quarentena. "Se tem porteiro na guarita é porque o condômino contribuiu para o condomínio pagar as contas", diz.

O diretor do Secovi explica que como o condomínio funciona com o dinheiro de todos os moradores, as mudanças nas receitas devem ser feitas em assembleia. Se não for possível, o síndico deve tomar decisões junto com o conselho. José Roberto Graiche Júnior, presidente da AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo), recomenda rever todos os gastos e analisar o que é necessário e o que não é.

Caso um morador passe a dever o condomínio neste momento, Graiche diz que é importante entender o motivo e não entrar com uma ação imediatamente. Dependendo do caso, vale prorrogar a data de pagamento por alguns dias, desde que isso não prejudique as contas do prédio. "Tem que ser avaliado com critério. O acordo e o bom senso devem prevalecer", afirma Graiche.

Em um condomínio na Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo, um projeto em andamento foi suspenso devido às incertezas da quarentena. "Não se sabe quanto tempo isso vai durar", afirma o síndico Bruno Paschoal, 34 anos. Ele aguarda o retorno das primeiras faturas do mês para ver o que irá acontecer nas contas. Além disso, ele tem conversado com alguns fornecedores e com a administradora para entender as possibilidades. "Acredito que cada condomínio vá reagir de uma forma", diz o síndico.

Para Paschoal, as medidas adotadas podem variar conforme o valor da cota condominial, o índice de inadimplência do prédio e a quantidade de moradores.

Fonte: Folha de Londrina

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