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03/11/2017

Indústria mostra melhora de ritmo, mas de forma gradual e muito lenta, diz IBGE

A produção industrial brasileira mostra melhora de ritmo, mas ainda de forma muito lenta e gradual, avaliou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção industrial brasileira mostra melhora de ritmo, mas ainda de forma muito lenta e gradual, avaliou André Macedo, gerente da Coordenação de Indústria do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A indústria operava em setembro 17,4% abaixo do pico de produção registrado em junho de 2013, segundo os resultados da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física divulgados pelo IBGE. O ritmo de produção estava em patamar semelhante a fevereiro e março de 2009, época da crise financeira internacional.

“Claro que a indústria vem mostrando algum tipo de melhora no seu ritmo, mas com característica gradual e muito lenta. A produção continua bastante distante do seu ponto mais elevados da série histórica”, lembrou Macedo.

Houve avanço no ritmo recente de produção, mas o espaço a ser percorrido até recuperar as perdas do passado ainda é bastante elevado, ressaltou o pesquisador.

Após um recuo de 0,7% na passagem de julho para agosto, a indústria cresceu 0,2% em setembro. A taxa acumulada em 12 meses subiu 0,4% em setembro, o primeiro avanço depois de 39 meses de resultados negativos consecutivos.

“O setor industrial ainda não tem uma trajetória de recuperação consolidada. Esse movimento de eliminação de todas as perdas da indústria em 2014 (-3,0%), 2015 (-8,3%) e 2016 (-6,4%) ainda está se dando de forma bem lenta”, avaliou Macedo.

Segundo Macedo, a incerteza gerada pela crise política afeta as decisões de investimentos e de consumo, prejudicando também o resultado da indústria. Os fatores conjunturais, porém, estão significativamente melhores do que no passado recente, com geração de postos de trabalho ainda que na informalidade, redução dos juros, aumento das exportações e estoques industriais mais baixos. Na opinião do gerente do IBGE, a recuperação mais vigorosa da indústria ainda depende de um mercado doméstico mais consolidado.

“O mercado de trabalho ainda não gerando postos com mais intensidade, com uma formalização maior, ainda traz um ritmo mais lento para o setor industrial”, declarou Macedo. “Ainda tem um contingente elevado de pessoas fora do mercado de trabalho. Há melhora recente, mas ainda muito gradual. A eliminação de postos foi muito intensa em anos anteriores”, completou.

A indústria registrou crescimento de 0,9% no terceiro trimestre em comparação ao trimestre imediatamente anterior, após já ter registrado avanços de 1,1% no segundo trimestre e 1,4% no primeiro trimestre de 2017.

Fonte: Tribuna do Paraná

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