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31/10/2018

Michael Klein põe à venda pacote de até R$ 2 bilhões em imóveis comerciais

No conjunto de ativos, há centros de distribuição, galpões e lojas na Grande São Paulo, no interior do Estado e em Minas Gerais
O empresário Michael Klein, acionista minoritário da Via Varejo, dona das Casas Bahia e Ponto Frio, colocou à venda um pacote de dez imóveis comerciais, apurou o jornal O Estado de S. Paulo com três fontes a par do assunto.

No conjunto de ativos, há centros de distribuição, galpões e lojas na Grande São Paulo, no interior do Estado e em Minas Gerais. Juntos, os bens são avaliados no mercado em cerca de R$ 2 bilhões. As negociações estão em estágio inicial e já atraíram gestoras especializadas em ativos imobiliários, como HSI, e empresas do setor, como Brookfield, BR Properties e GLP.Os potenciais investidores já foram procurados por representantes da companhia da família Klein - a CB - e aguardam a carteira de imóveis que será colocada para negociação.

Segundo fontes próximas às conversas, a consultoria Laplace foi contratada para ajudar a avaliar os imóveis e definir o perfil dos ativos a serem vendidos.A divisão de real estate da CB tem um portfólio de 2 milhões de metros quadrados (m²) de área construída e presença em 220 municípios de 16 Estados e do Distrito Federal. A carteira tem 430 imóveis entre lojas, centros de distribuição, galpões industriais, imóveis corporativos, estacionamentos, edifícios garagem e terrenos.O investimento em imóveis é um dos negócios paralelos que a família Klein toca enquanto mantém 25,8% no capital total na varejista de eletroeletrônicos, controlada pelo grupo francês Casino, dono do Grupo Pão de Açúcar no País.

Michael Klein recentemente também vem investindo pesadamente em sua empresa de aviação executiva, a Icon Aviation. Os aportes na companhia ficaram próximos de R$ 60 milhões em 2018, com expectativa de 40% de expansão para o ano.

De olho

Um investidor do mercado imobiliário ouvido pelo jornal O Estado de S. Paulo afirmou que tem interesse em comprar o pacote de imóveis comerciais oferecido pelos Klein. Segundo essa fonte, o ativo mais cobiçado seria um centro de distribuição em Jundiaí (SP). Somente este galpão, de 300 mil m², é avaliado em R$ 600 milhões.Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Michael Klein confirmou na quinta-feira, 25, que colocará à venda parte alguns de seus imóveis.

Segundo o empresário, entre os que deverão ser vendidos estão dois centros de distribuição da região metropolitana de Belo Horizonte, totalizando 130 mil m² de área bruta locável - um deles está alugado para a Via Varejo e outro, vago. Outros ativos da lista ficam na região do ABC Paulista - um em Santo André e outro em São Bernardo do Campo - e também totalizam cerca de 130 mil m², hoje alugados para a dona da Casas Bahia e para a fabricante de pneus italiana Pirelli.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, Klein disse que está sempre em busca oportunidades para readequar a carteira de imóveis. Hoje, tem um projeto em construção em Cajamar (SP), com 80 mil m² de área para locação, além de outro galpão em desenvolvimento, em uma área próxima. "Vamos ficar antes do pedágio (de Cajamar)", ressalta.O empresário afirmou que a meta é concentrar as propriedades em locais próximos a São Paulo e oferecer ao mercado imóveis mais novos, o que facilitaria a administração tanto do ponto de vista geográfico quanto de manutenção.

Os imóveis de Minas Gerais, diz, fariam mais sentido para um fundo imobiliário com atuação mais pulverizada pelo País.

Relação com a Via Varejo

De acordo com um dos potenciais investidores nos imóveis dos Klein, o ponto negativo dos ativos é a concentração nas mãos de um só locatário. A Via Varejo hoje ocupa cerca de 75% dos imóveis da família. O ponto sensível, disse essa fonte, é o fato de o setor varejo ainda passar por dificuldades, com o risco de fechamento de lojas, o que pode comprometer a receita futura.

O empresário, porém, lembra que a Via Varejo é uma boa inquilina e que alguns dos contratos são de longo prazo, de 20 anos. Isso poderia, segundo ele, ser vantagem especialmente em regiões onde a atividade empresarial é mais restrita.Procurados pela reportagem, Brookfield, HSI, GLP, BR Properties e La Place não quiseram comentar o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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