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20/07/2020

Mudança de comportamento do consumidor acelera recuperação do mercado imobiliário de Ponta Grossa

Imobiliárias indicam junho como o melhor mês do ano e construtora ponta-grossense registra recorde histórico de vendas.

Após enfrentar dificuldades nos meses de março, principalmente abril e maio, o mercado imobiliário de Ponta Grossa voltou a se recuperar em um ritmo mais acelerado do que o esperado. Esse é o consenso entre o vice-presidente regional do Sindicato da habitação e Condomínios e gestor da Tavarnaro Imóveis, Carlos Ribas Tavarnaro, e do diretor comercial da Construtora Prestes, Eduardo Consorte, que discutiram a atual situação do segmento, perspectivas e tendências em entrevista transmitida ao vivo pelo Diário dos Campos.

“Depois de passado o susto do início da pandemia, maio e junho já revelaram um comportamento diferente do consumidor. Foi verificado em junho na maioria das imobiliárias do Paraná o recorde do volume de vendas de 2020, que acreditamos que se deve ao novo comportamento do consumidor, procurando oferecer à família imóveis mais confortáveis e com outras características”, apontou Tavarnaro.

Consorte concordou e ressaltou que, para a Prestes, junho foi o mês que registrou o maior volume de vendas da história da empresa, somando mais de R$ 35 milhões em 247 contratos no estado. “A gente percebe uma recuperação muito rápida, diferente das primeiras previsões que apontavam que ela aconteceria apenas no segundo semestre ou em 2021”, disse, destacando que até o final deste ano a Prestes vai completar mais de 2.200 unidades entregues.

Questionados se essa recuperação, mesmo em meio à crise econômica, é motivada pelo fato de a população estar passando mais tempo em casa, ambos os representantes do setor concordam que sim.

“Inicialmente a queda nas vendas se deu pelo fato da incerteza econômica e pela impossibilidade de fazer visitas. Depois os procedimentos se tornaram mais naturais e o fato de os consumidores ficarem mais em casa os fez identificar novas necessidades, como a busca por imóveis maiores, principalmente com cozinhas maiores, já que agora as pessoas se alimentam mais em casa, e maior volume de quartos e cômodos para separar espaços de estudo e home office; são duas necessidades criadas quase de imediato e que agora tem reflexo nas vendas”, avaliou Tavarnaro, destacando que essas demandas foram identificadas em consumidores de todas as faixas de renda.

“A casa própria já era objeto de desejo dos brasileiros, e como se tornou um refúgio, já que as pessoas recorreram às suas casa para ficar mais seguras, identificou-se essa necessidade ainda mais forte. O que a gente percebeu nesse recorde de junho foi que pessoas que nem buscavam imóveis começaram a buscar por conta desse cenário”, contou Consorte.

Estabilização de preços

Segundo os representantes do Secovi, Tavarnaro Imóveis e Prestes Construtora as quedas de preços foram pontuais, pois a tendência é de que eles se mantenham no mesmo nível ainda que com uma lenta curva crescente. “O preço é regulado pela oferta e demanda, mas como estamos em uma retração econômica o mercado evolui com certa lentidão. No geral a tendência é uma valorização, pequena, mas existente”, afirmou Carlos Ribas Tavarnaro.

Imóveis como investimento financeiros

Com a taxa básica de juros da economia (Selic) no menor patamar da história investimentos que dependem dela, como a tradicional poupança, passaram a render menos - e neste cenário os imóveis se tornaram uma opção rentável.

“Com a redução nos juros para adquirir imóveis e na outra ponta investimentos com resultados ruins na bolsa de valores e nas aplicações financeiras tradicionais o mercado imobiliário se torna um dos principais alvos desses investidores, tanto aqueles que compram lotes para depois revender ou construir algo, quanto para os que compram apartamentos para alugar ou grandes investimentos em imóveis para locar para empresas.”, avaliou Tavarnaro.

Eduardo Consorte conta que a Prestes Construtora é focada no cliente final, mas mesmo assim percebe um crescimento de investidores. “Nossa operação é focada naquele que quer buscar a aquisição de um primeiro imóvel, sair da locação, mas percebemos a busca do investidor. De 80 a 85% das nossas vendas são destinadas ao cliente final, mas de 15 a 20% já gira entre investidores”, afirmou o executivo, lembrando que a empresa vem percebendo uma curva de valorização das suas unidades acima da média de mercado, como no caso do condomínio Vista de Oficinas, por exemplo.

Tributo que incide sobre a compra e venda de imóveis aponta junho movimentado

O Imposto sobre a Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) é pago no momento do registro do imóvel, após sua venda e compra – e, portanto, sua arrecadação reflete a movimentação do mercado. O acumulado do primeiro semestre em Ponta Grossa ainda é 14% inferior aos seis primeiros meses de 2019, mas quase 14% superior ao mesmo período de 2018.

Porém, quando comparados os meses do ano, percebe-se um crescimento de 33% de maio para junho, que também registra um desempenho superior a junho do ano passado (+2,4%) e ao mesmo mês de dois anos atrás (+26,2%).

“No macroperíodo de seis meses vemos um semestre pior que o anterior, mas a recuperação é pontual em junho e um indicar de que daqui pra frente vai melhorar. Há também aquelas pessoas que compraram um imóvel e deixaram de registrar, esperando um momento mais folgado financeiramente para emitir a guia do tributo”, analisou Tavarnaro.

Fonte: Diário dos Campos

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