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19/03/2018

Nível de felicidade no condomínio pode ser mensurada

Nove pilares sustentam o bem estar dos moradores e funcionários

Entre a Índia e a China, no limite oriental das Cordilheiras do Himalaia, no reino do Butão, o rei Jigme Singye Wangchuck, ao assumir o trono, em 1972, resolveu criar um método para medir a felicidade de seus 600 mil súditos Para isso, ele abriu o Centre for Bhutan Studies e se empenhou na elaboração de um questionário que, literalmente, mediria a felicidade da população butanesa.

Foi o marco zero do que viria a ser chamado de iniciativa “Gross National Happiness”, ou Felicidade Interna Bruta (FIB). Ao levar esta experiência para perto do nosso cotidiano, descobrimos que é possível também medir a felicidade dentro dos condomínios. Questões como infraestrutura, sustentabilidade e saúde do prédio, entre outras, estão entre as circunstâncias comuns que interferem diretamente no bem-estar dos moradores. “O índice de felicidade do condomínio pode ser medido pelo clima que se sente, pela cordialidade e simpatia entre as pessoas, especialmente com os funcionários”, destaca a psicóloga Maria Olívia Schwalb Seleme.

Mais de 270 questões compõem o questionário butanês elaborado para medir a Felicidade Interna Bruta no reino de Butão. Em um condomínio, nove pilares sustentam a harmonia e oferecem o bem-estar entre os moradores e funcionários. Fatores que envolvem infraestrutura, convivência, sustentabilidade, saúde financeira do condomínio, gestão condominial, prestação de serviços, saúde, lazer e segurança estão ligados diretamente com a satisfação dos que deles dependem.

Para a psicóloga Maria Olívia, para que os nove pilares estabeleçam uma relação de bem-estar no condomínio é necessária a participação de todos. “Cada morador tem os seus direitos e deveres para colaborar para o bem comum. O síndico deve agir como um líder, zelando pela estrutura física e também pela emocional do condomínio”, destaca. A psicóloga enfatiza ainda que a gestão do síndico que administra o condomínio depende da boa vontade de moradores e funcionários para que o ciclo funcione.

O Ciclo dos nove pilares

De acordo com a psicologia, o ser humano é um ser integrado, com intelecto, corpo, emoções e espiritualidade, portanto, quanto mais eles estão em harmonia, mais felicidade verdadeira terá. “Quanto mais feliz a pessoa, mais gentil, amorosa, carinhosa e menos egoísta ela se comporta com as outras pessoas e no seu convívio diário com os vizinhos do condomínio”, explica Maria Olívia. Os nove itens refletem esta questão.

A psicóloga ressalta que cuidando da infraestrutura, da sustentabilidade, da saúde financeira do condomínio e prestação de serviços, estamos cuidando do 'corpo' do condomínio. A gestão cuidando do 'intelecto' e da convivência, segurança e lazer, cuidando das 'emoções' do condomínio. “Como resultado a saúde plena, que poderíamos associar com a 'espiritualidade', o fazer o bem a nós e aos nossos vizinhos”. ”O todo é maior que a soma das partes. É um mecanismo complexo e dinâmico. Quanto mais em equilíbrio os nove itens funcionarem mais este condomínio será um sistema forte e saudável”, conclui Maria Olívia.

Nove pilares

Infraestrutura – Os equipamentos que o condomínio oferece como playground, salão de festas, piscinas, calçadas, jardins, etc., oferecem uma satisfação ao morador no local onde mora. Bem como promover a manutenção preventiva da estrutura da edificação garante a sua longevidade e a valorização do patrimônio dos moradores.

Convivência - Quanto mais harmonia existir entre os que convivem no mesmo prédio, mais as pessoas sentem o bem-estar psicológico e o desejo de continuar convivendo na mesma comunidade, no caso, o condomínio.

Sustentabilidade – Atitudes como separar o lixo, promover a economia de água e energia são fundamentais para o bem-estar dos moradores. Cada vez mais as pessoas estão preocupadas com o meio ambiente e sentem a necessidade de implantar medidas dentro do condomínio que contribuam efetivamente com a sustentabilidade.

Saúde financeira – Um condomínio em débito, com altas taxas e problemas de inadimplência, traz preocupações e insatisfação aos moradores. Quanto maior a fatia do salário é dispensada com uma despesa, que na percepção do morador é injusta, maior será sua insatisfação com o local onde mora.

Gestão condominial – A administração do síndico está ligada a todo o desenvolvimento dos nove pilares que sustentam a felicidade dentro do condomínio. O gestor necessita do comprometimento dos moradores e funcionários para o bom andamento das atuações. Como um líder ele deve desenvolver ações que estejam de acordo com as necessidades dos moradores e escolher a melhor maneira para executá-las.

Prestação de serviços – A transparência e a escolha de empresas idôneas e comprometidas na realização de serviços dentro do condomínio evitam aborrecimentos e trazem satisfação aos moradores. A qualidade dos serviços prestados e a obediência às normas refletem em segurança aos moradores.

Saúde – Um condomínio livre de pragas, com a piscina limpa, com a limpeza da caixa d’água em dia, bem como oferecer locais para a prática de atividades físicas contribui para prevenir doenças e trazer qualidade de vida aos moradores. A saúde é fator essencial para a felicidade de todos, para isso é importante manter o prédio saudável.

Lazer - Áreas comuns para descanso e atividades recreativas são importantes para o bem-estar dos moradores. Nestes locais as pessoas satisfazem suas necessidades de convívio social e contato com a natureza proporcionando prazer e bem-estar.

Segurança – A segurança do condomínio é o resultado da integração entre recursos humanos, normas de procedimento e equipamentos tecnológicos. A sensação de segurança e bem-estar no condomínio não depende só do síndico e da qualidade dos sistemas. É necessário que as regras e procedimentos de segurança estabelecidos no condomínio sejam respeitados por cada membro da comunidade, moradores e funcionários, para que a segurança de todos esteja garantida.

Bons exemplos que deram certo Ainda de acordo com Maria Olívia, a fim de promover o bem-estar social, a psicóloga destaca a importância de promover situações sociais e de convívio nos condomínios. “O ser humano cuida melhor do que ele conhece e gosta”, justifica. Desta forma destacamos apenas três exemplos, entre os inúmeros existentes, de formas de promover a felicidade e buscar soluções para a administração de ondomínios.

Coquetel e assembleia lotada Assembleias vazias já não é mais a realidade no condomínio comercial Royal Tower, no Centro da Capital. Desde que a síndica Vera Maria Grandi (foto) descobriu a oportunidade de transformar o momento considerado pela maioria como “chato” em um encontro agradável, onde os convidados são recepcionados com um coquetel, as assembleias contam com a presença de 90% dos condôminos. “Começo a preparar a recepção 30 dias antes. Mando e-mails e coloco aviso nos elevadores. No dia monto a mesa na recepção com um coquetel e todos participam”, conta Vera. “Quebrei o mito que assembleia é coisa chata”, completa. Outro diferencial segundo Vera, é que ela não preside as assembleias. “Sempre chamo uma pessoa para presidir a reunião. Percebo que as pessoas vêm armadas para despejar tudo no síndico. Desta forma, sempre temos uma pessoa mais entendida a falar sobre o assunto. Se é uma questão trabalhista, convido um advogado. Assim funciona melhor e não me desgasto”, avalia a sindica.

Superação Um prédio condenado à demolição ou uma multa de R$ 150 mil para pagar. Foi dentro deste impasse que a moradora Edicleia Zeibert resolver arregaçar as mangas e “abraçar a causa” e buscar uma solução para o problema. “Não sou proprietária, mas gosto do lugar onde moro e quis ajudar”, lembra a inquilina Edicléia, que assumiu em agosto de 2009 como síndica do condomínio Fernanda Rodrigues, em Canasvieiras.

De acordo com a síndica, o prédio, construído em 1985, não tinha o Habite-se e um processo no Ministério Público estipulava um prazo de 180 dias para a regularização, sob pena de multa de R$ 150 mil ou a demolição. “Assumi, dei entrada na papelada e comecei a correr atrás. Como eles alteraram o projeto original de construção, tinham várias irregularidades”, lembra. Ao vencer o prazo dado pelo MP, Edicléia ainda não tinha conseguido regularizar a situação. “Consegui o alvará sanitário e o juiz me deu mais 150 dias. Fizemos várias reformas. Tivemos que mudar muita coisa. As pessoas diziam que não seria capaz e alguns ficaram contra, mas em agosto de 2010 conseguimos regularizar todo o prédio”, conta a síndica, que foi eleita por mais uma gestão.

Confraternizações unem moradores Natal, dia das crianças, Halloween, tudo é motivo de festa no condomínio Arquipélago, no bairro Trindade. No local, há oito anos, a síndica Lionete Machado Gnecco organiza confraternizações que reúnem os moradores do condomínio. “Todo o bairro já sabe que a gente faz festa, muitos querem copiar a ideia. As pessoas gostam de morar aqui e cada vez a gente agrega mais moradores”, observa a síndica. Entre os 188 apartamentos, que totalizam aproximadamente 400 moradores, participam das festas em média 200 pessoas. “Cada um traz um prato diferenciado e a bebida.

Temos um fundo na conta do condomínio para comprar o que falta”, conta Lionete. Para o próximo dia 12 de dezembro, a síndica já prepara uma das festas mais esperadas – a de Natal. “Fazemos uma missa festiva. A cada ano a gente se supera”, avalia com satisfação. De acordo com Lionete, a única festa que ainda não foi realizada foi a de Carnaval. “É um período em que a maioria está de férias e viajando. É mais difícil reunir todo mundo”, justifica. Além de gostar da função de organizar festas, Lionete percebe que as confraternizações contribuem para um melhor rendimento das assembleias e decisões do condomínio. “Isso traz mais harmonia e amizades entre os moradores. A gente convive em uma comunidade e o condomínio fica mais sereno e as tomada de decisões flui de uma forma mais tranquila”, considera.

Fonte: CondominioSC

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