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19/06/2017

Previsão do mercado para o PIB volta a cair

Projeções dos analistas para a inflação também diminuiu; expectativas para a taxa de juros segue a mesma da semana passada

BRASÍLIA - Após a divulgação do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), na última sexta-feira, 16, os economistas do mercado financeiro alteraram novamente, para pior, suas projeções para a atividade em 2017 e 2018. Pelo Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 19, a mediana para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano passou de 0,41% para 0,40%. Há um mês, a perspectiva era de avanço de 0,50%.


Para 2018, o mercado também mudou a previsão de alta do PIB, de 2,30% para 2,20%. Quatro semanas atrás, a expectativa estava em 2,50%. Na última sexta-feira, o BC informou que o IBC-Br de abril subiu 0,28% em relação a março, na série com ajuste sazonal. Na comparação com abril de 2016, no entanto, houve recuo de 1,75%, na série sem ajuste. No acumulado deste ano, a queda é de 0,44%.

Em seus comunicados mais recentes, o Banco Central tem defendido que os indicadores permanecem compatíveis com a estabilização da economia no curto prazo. Porém, a instituição alerta que as incertezas com o andamento das reformas econômicas podem ter impacto negativo sobre a atividade. A crise política é o principal motivo para as reformas serem colocadas em dúvida.


No relatório Focus, as projeções para a produção industrial para este ano também voltaram a piorar. O avanço projetado para 2017 foi de 0,94% para 0,60%. Há um mês, estava em 1,30%. No caso de 2018, a estimativa de crescimento da produção industrial permaneceu em 2,50%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

No início do mês, o IBGE informou que a produção industrial avançou 0,6% em abril ante março, mas despencou 4,5% ante abril do ano passado.

Inflação. À espera do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), a ser divulgado na próxima quinta-feira pelo Banco Central, os economistas do mercado financeiro voltaram a reduzir suas projeções para o IPCA neste ano e no próximo. A mediana para o IPCA - o índice oficial de inflação - em 2017 foi de 3,71% para 3,64%. Há um mês, estava em 3,92%. Já a projeção para o IPCA de 2018 foi de 4,37% para 4,33%, ante 4,34% quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação fique abaixo do centro da meta, de 4,5%, em 2017 e 2018. A margem de tolerância para estes anos é de 1,5 ponto porcentual (inflação entre 3,0% e 6,0%).

Juros. A mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 8,50% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. O relatório indicou ainda que a mediana das projeções dos economistas para a Selic no fim de 2018 permaneceu em 8,50% ao ano, também igual ao verificado um mês atrás.

A manutenção das estimativas para a Selic ocorre em meio à espera pela divulgação, na próxima quinta-feira (22), do Relatório Trimestral de Inflação (RTI). Em entrevista exclusiva ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, afirmou que o caminho da desinflação e da redução da taxa de juros "está dado".

Câmbio. A projeção para a cotação da moeda americana no fim de 2017 seguiu em R$ 3,30. Há um mês, estava em R$ 3,23. O câmbio médio de 2017 foi de R$ 3,22 para R$ 3,24, ante R$ 3,17 de um mês antes.

No caso de 2018, a projeção para o câmbio no fim do ano seguiu em R$ 3,40. Quatro semanas antes, estava em R$ 3,36. Já a projeção para o câmbio médio no próximo ano foi de R$ 3,36 para R$ 3,38, ante R$ 3,31 quatro semanas atrás.

Fonte: Economia.Estadao

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