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05/09/2017

Projeção da Fipe do IPC de 2017 cai de 3,03% para 2,67%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) deve fechar setembro com alta de 0,16%

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) deve fechar setembro com alta de 0,16%, depois de subir 0,10% em agosto. De acordo com Moacir Mokem Yabiku, gerente técnico de pesquisa do indicador, a estimativa de pequena aceleração reflete basicamente a projeção de queda menos intensa no grupo Alimentação este mês. Apesar da estimativa de aceleração, a Fipe reduziu a projeção para o IPC fechado do ano de uma elevação de 3,03% para 2,67%. “Há um alívio generalizado”, diz.

Em outra análise da Fipe que leva em consideração uma lista de 51 produtos, houve declínio nos preços de 37 e aumento em 14. Com isso, o valor médio da cesta básica do paulistano teve queda de 2,44%, acumulando declínio de 5,96% em 12 meses e retração de 3,66% no ano.

Conforme o pesquisador, alguns produtos alimentícios já estão indicando mudança de sinal no IPC-Fipe, mas o movimento ainda não deve ser substancial, caso de carne bovina. Entre a terceira e a quarta leitura de agosto, a queda passou de 1,28% para 0,89%. Já os tubérculos saíram de taxa zero na terceira medição para alta de 0,19%.

A expectativa da Fipe é que o grupo Alimentação, que caiu 1,33% em agosto, diminua o ritmo de retração para 0,10%. Em contrapartida, o conjunto de preços de Transportes deve sair de uma taxa positiva de 1,58% no oitavo mês para 0,48% em setembro, enquanto Habitação tende a sair de 0,72% para 0,12%.

Ele explica que o arrefecimento esperado neste grupo deve-se especialmente ao recuo de quase 40% em PIS/Cofins nas contas dos paulistanos. Já o impacto da bandeira amarela nas tarifas de luz, que entrou em vigor este mês, só será sentido na leitura do IPC de outubro, em razão de metodologia. A Fipe estima alívio de 0,07% no IPC de outubro.

Surpresa em agosto

A queda de 1,33% do grupo Alimentação no IPC de agosto voltou a surpreender a Fipe, cuja estimativa era de recuo de 0,98%. Individualmente, esse conjunto de preços deu alívio de 0,33 ponto porcentual no IPC do oitavo mês, diz Yabiku. Ele conta que o IPC só não ficou negativo pela segunda vez consecutiva principalmente por causa do taxa positiva de 1,58% do grupo Transportes (ante 0,17%), devido a pressão em combustíveis. “O IPC teria queda na faixa de 0,10%, não fosse essa influência positiva”, observa. Em julho, Alimentação caiu 0,26%.

A variação de 0,10% do IPC de agosto veio melhor que o piso das expectativas do Projeções Broadcast (0,13%). Conforme Yabiku, os efeitos favoráveis do clima, da safra e os preços comportados das commodities permitiram mais um declínio no grupo Alimentação e consequentemente um IPC baixo. Segundo ele, houve descompressão generalizada nesse segmento, mas destacou especialmente “os preços de carne bovina, cereais e de alimentos in natura”, que continuaram acomodados.

Os alimentos industrializados passaram de alta de 0,41% em julho para retração de 0,85%; os semielaborados saíram de baixa de 2,60% para recuo de 2,52%; os in natura foram de elevação de 1,18% para -1,99%; e alimentação fora do domicilio, de 0,47% para 0,08% no oitavo mês do ano. “De fato, há alívio nos preços. O índice de difusão reforça isso, ao ficar em 43,84%, sendo o mais baixo desde junho de 2006 (42,48%). Porém, a percepção de alívio ainda não é tão significativa pois a renda está estagnada”, avalia.

Em agosto de 2016, o grupo Alimentação ficou no campo positivo (0,74%). Com o recuo apurado em agosto de 2017, acumula declínio de 3,68% em 12 meses, que vai na contramão da taxa positiva acumulada pelo IPC no período, de 2,09%.

Na categoria de alimentos industrializados, Yabiku cita como exemplo a queda de 7,16% nos preços do leite em pó, enquanto em semielaborados ressalta o declínio de 0,89% em carne bovina. Segundo ele, já há sinais de alta, em razão da sazonalidade desfavorável, mas ainda assim, completa, não devem atrapalhar a dinâmica desinflacionária. Além desse tipo de carne, a de frango também ficou mais barata, ao cair 3,07%. Já a carne suína subiu 0,25%. “Outros produtos bastante consumidos, como feijão (-13,53%) e arroz (-1,70%) também ajudaram a conter a inflação”, diz.

Já no segmento in natura, houve baixa de 0,61% nos preços de frutas e recuo de 4,65% em legumes, “que foi puxado pela queda de 10,13% do tomate”, afirma. As verduras também ficaram mais baratas (-6,95%), enquanto os tubérculos tiveram pequena elevação (0,19%).

Fonte: Tribuna do Paraná

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