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18/05/2020

Tamanho de imóveis residenciais deve aumentar e de escritórios diminuir em Ponta Grossa

Mercado imobiliário pode passar a contar com novas tendências devido a mudanças na rotina e comportamento do consumidor; em entrevista ao DC, Carlos Tavarnaro avaliou a atual situação e as mudanças no mercado imobiliário trazidas pela pandemia do novo coronavírus.

Considerando os impactos econômicos gerados pela pandemia do novo coronavírus, o que é melhor no momento: comprar ou alugar um imóvel? Os preços devem baixar? Quando será melhor investir? Para responder a essas e outras perguntas o jornal Diário dos Campos entrevistou o vice-presidente regional do Sindicato da Habitação e Condomínios (Secovi), Carlos Tavarnaro, que destacou o comportamento e as tendências do mercado em Ponta Grossa e no país.

Sobre a situação atual do segmento, Carlos, que também é gestor da imobiliária Tavarnaro, destaca que já foram sentidos alguns efeitos, que têm sido contornados através da disponibilização de novas ferramentas. “A área das vendas diminuiu bastante, imediatamente, e agora está aquecendo novamente, principalmente no setor residencial. As locações tiveram uma queda rápida nos primeiros dias de isolamento, mas logo retomou”, contou ele.

“Estamos utilizando muito ferramentas tecnológicas, tanto para visitas virtuais, análise de cadastro e assinatura de contratos. Era uma prática que vinha sendo adotada e hoje está sendo amplamente utilizada, e deve perdurar pelos benefícios que traz; imagino que até o final do ano devemos abolir papel e caneta”, avalia Tavarnaro.

 

Momento certo

Carlos Tavarnaro citou uma pesquisa nacional que aponta que mais de 70% dos consumidores decidiram esperar pelo menos 90 dias para voltar a procurar imóveis. Porém, para ele, se há reserva de caixa suficiente para dar a entrada e

não se apertar financeiramente e há o acesso ao crédito, a atual conjuntura é boa para investir em imóveis.

“Os juros do financiamento habitacional já vinham desde o ano passado sendo os menor praticados e hoje são os menores da história. Somando isso ao fato de que hoje o mercado tem mais vendedores do que compradores resulta em preço baixos”, analisa o gestor. Considerando a queda na taxa básica de juros da economia brasileira (Selic), conforme aponta Tavarnaro, atualmente compensa mais investir no setor imobiliário do que em investimentos conservadores, como a poupança, por exemplo, que é atrelada à Selic.

 

Tendências

Devido à mudanças no comportamento dos consumidores durante a pandemia novas tendências poderão ser verificadas nos próximos meses, segundo o vice-presidente regional do Secovi. “Na área residencial nós vínhamos em uma tendência de cada vez mais diminuir o tamanho das unidades, deixando as áreas comuns mais recheadas de lazer e conforto, principalmente pela praticidade e economia. Como agora estamos passando mais tempo em casa estamos sentindo na pele as deficiências de imóveis pequenos e as benesses de locais mais amplos”, aponta.

“O home office também está trazendo mudanças de comportamento, pois está sendo verificado um aumento de produtividade em casa e relação ao escritório. Isso impacta tanto no tamanho das residências, que devem aumentar, quando no dos imóveis comerciais, que estão perdendo o público e provavelmente terão demanda de espaço diminuída”, lembra Tavarnaro.

 

Construção civil

Levantamento exclusivo publicado pelo Diário dos Campos na semana passada aponta que no mês passado a quantidade de alvarás emitidos para a construção civil diminuiu 41,4% em comparação com abril de 2019; no acumulado do ano a queda é de 15,5%. Para o representante do órgão ligado à habitação esta redução ainda é pontual e os mesmos números devem ser analisados nos próximos meses para avaliar o impacto real no mercado imobiliário.

“Neste momento esta queda é mais uma questão econômica de postergar uma decisão ou operacional. Porém, se persistir, teremos uma oferta menor de imóveis à venda e locação – e com oferta menor o preço sobre, pois a lei de oferta e procura rege o que o mercado pratica”, ressalta.  

Para quem tem interesse em construir, seja para morar, vender ou alugar, Tavarnaro avalia que é um bom momento. “Tendo condições operacionais, os materiais de construção estão com um volume de vendas baixo, trazendo o preço pra baixo. O imóvel deve demorar de seis meses a um ano pra ficar pronto, e acreditamos que neste período a economia já vai voltar a estar aquecida”, aponta ele.

 

Como negociar alugueis em meio à crise?

Para buscar descontos em alugueis o que deve prevalecer é o bom senso – de ambas as partes. “Primeiramente é preciso deixar claro que o proprietário não é obrigado a dar desconto nesse período ou deixar para pagar atrasado e não somar uma multa. É necessária uma análise pontual de cada situação, avaliar se o locatário comercial teve que fechar as portas ou o residencial teve grandes perdas financeiras, mas também se o proprietário não depende daquele aluguel para o seu sustento”, afirma ele, que aponta que no país 70% dos proprietários de imóveis alugados tem apenas um imóvel locado.

“É razoável dar descontos e deixar de reajustar os valores, por exemplo; fazer o possível para manter o locatário, pois ficar com espaço desocupado nesse momento é pior”, exemplifica Tavarnaro.

Fonte: Diário dos Campos

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